A ligação rodoviária entre a VICEG e a rotunda do antigo matadouro é apresentada como “a obra que todos desejaram nos últimos 30 anos”. Terá sido mesmo assim? Fomos ao maior arquivo sonoro da Guarda e recuperámos o que os vários protagonistas políticos das últimas três décadas disseram acerca de uma via urbana que começou por ser inspirada na “Las Ramblas” de Barcelona, mas foi parar ao fundo de uma gaveta, de onde foi resgatada nos últimos quatro anos para se tornar no símbolo de um projeto político. O nome deve-o a Joaquina Escada, ou Ti Jaquina, que em 2012 viu demolido o negócio de 36 anos. É ela quem abre, de viva voz, este Áudio Explicador essencial.
O que está, afinal, em causa? Esta é mesmo a obra que em 2026 deve comprometer uma fatia significativa de recursos? Onde se concentram atualmente os maiores desafios urbanísticos e viários da Guarda? A zona nascente da cidade, onde tem havido crescimento populacional e está a nascer o terminal de mercadorias do Porto Seco, devia ser prioritária no investimento em novos acessos?
A APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, SA, está a construir o terminal rodoferroviário de mercadorias da Guarda (nas fotos), que explorará ao abrigo do estatuto aduaneiro especial de Porto Seco (ou Janela Única Logística), o primeiro em Portugal, atribuído à cidade por decisão do Governo em 2021. O investimento em curso, de cerca de 4 milhões de euros, é menos de metade do inicialmente previsto pela APDL, também porque o projeto sofreu uma redução na área de implantação, não prosseguindo até à zona das Bertas, onde poderia ter um acesso rodoviário de mercadorias exclusivo, que ligaria à futura Variante da Sequeira, sem passar pelas zonas habitacionais. A única entrada e saída de camiões, num terminal que operará 24 horas por dia, será pela rua urbana, com passagem pelas áreas residenciais e acesso através da congestionada Avenida de São Miguel. A construção de uma via circular que resolvesse os constrangimentos de trânsito nesta zona da cidade (onde se tem registado aumento populacional e empresarial), não é considerada prioritária, ao contrário da“Alameda da Ti Jaquina”, um projeto pensado para a Guarda de há 30 anos.
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